
Espaços vazios que nos preenchem
Que se esforçam em se esvaziarem ainda mais
Temores que nos dominam
Nos lançam no profundo lago da melancolia
Ao nos erguermos, percebos que ela nos banha
Nos penetra célula a célula
Não há meios de expulsar toda a melancolia que nos toma como reféns
Cabe a nós apenas assimilá-la
E conviver com essa deficiência
Como o cego que sabe que nunca vai enxergar....
Imagem: Christina Neofotistou, Crucifixion
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